Anamnese ideal: é possível mesmo com pouco tempo?

Anamnese ideal: é possível mesmo com pouco tempo?

Fala galera! Vocês já se perguntaram isso algum dia: como fazer uma boa anamnese se o tempo das consultas principalmente no serviço público é muito pequeno? 

Você já estudou como fazer uma boa anamnese, aprendeu todos os passos, já entendeu a importância de uma boa comunicação, mas acha impossível fazer tudo aquilo com tão pouco tempo?

Então eu já vou te adiantar que, sim, é possível!

Se liga nessas dicas que eu vou te dar pra você sair na frente da maioria dos médicos e fazer uma boa anamnese sem ficar o dia todo com o paciente na sua sala. 

Ficou curioso? Então bora lá com a gente.

1- Não tenha medo de deixar seu paciente falar

Isso mesmo, pessoal! Pode parecer contraditório, mas deixa eu te contar uma coisa:

Você sabia que a maioria dos médicos interrompe os pacientes já com 18-23 segundos de consulta? 

E se você deixasse seu paciente falar?

E se você “gastasse” 2 minutos da sua consulta para ouvir seu paciente? Para ouvir ele falar da sua dor, como ele se sente em relação a ela e qualquer outra questão que ele precise falar com alguém?

Se você fizer isso, além de sair na frente da maioria dos médicos que logo no início da consulta interrompem o seu paciente e enchem ele de perguntas, você dará abertura e também confiança para o paciente confiar em você e sentir que você está atento e disposto a ouví-lo e a ajudá-lo com o seu problema.

Obviamente, pessoal, que se isso se estender muito você pode interromper de modo educado e dar seguimento à consulta!

2- Deixe o paciente entender sobre a sua doença (mas na linguagem dele)

Para nós que somos da área médica, às vezes pode parecer óbvio que o paciente saiba o que realmente significa a doença que ele tem.

Mas o que acontece, é que até chegar até você, pode ser que essa pessoa tenha passado por muitos médicos que acharam a mesma coisa e ninguém reservou um tempo para explicar de fato sobre o que ele tem.

“Ah mas se eu tiver ainda que explicar vai demorar muito, não tem como’’.

Você só irá demorar um tempo enorme com isso se fizer uma explicação com palavras difíceis como se fosse apresentar em algum evento médico.

Deixa eu te dar um exemplo: um paciente chegou até você com queixa de claudicação intermitente e uma provável DAOP. Ele entendeu que precisa fazer um procedimento nas artérias da perna para poder aliviar a dor ao caminhar. 

Mas e se você em 1 minuto desenhasse um esboço de uma artéria com placas ateroscleróticas, pra ele entender que elas estão atrapalhando a passagem do sangue ali e por isso ele tem dor?

E se além disso, você citasse algumas coisas que contribuem para isso, como o tabagismo?

E mais, agora que ele sabe que essas placas estão ali, será que não vai ser mais fácil de ele deixar hábitos que contribuam para a formação delas? Eu aposto que sim!

Obviamente, não será só isso que irá influenciar, mas com certeza irá ajudar muito e irá mudar um pouco a percepção dele sobre o seu problema.

E se ele não soubesse o que isso significa e o que ele pode fazer para evitá-las? A chance de ele continuar com os mesmos hábitos seria maior ainda. 

Se você for falar na linguagem do seu paciente, de maneira direta e simples, tenho certeza que em poucos minutos você já terá aumentado a satisfação do seu paciente com a consulta.

3- Mostre-se interessado e disposto a resolver o problema do seu paciente

Você gostaria de ir em alguma consulta em que o médico te recebe de qualquer jeito, não se apresenta, não olha no seu olho, receita algum remédio e você vai embora?

Aposto que não.

Coisas como essas, parecem simples, mas justamente por serem “básicas” muitas vezes são deixadas de lado por muitos médicos no dia a dia.

Se apresente, mostre-se disposto a ajudá-lo, ouça com atenção o que o paciente tem para te dizer, assegure que ele entendeu o plano e se coloque à disposição para possíveis dúvidas e dificuldades que surgirem durante o tratamento. 

Afinal, isso faz toda a diferença, não é mesmo?

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Até a próxima!

Marília Damo

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