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Escolha da especialidade: razão ou emoção?

Escolha da especialidade: razão ou emoção?

A escolha da especialidade não é uma tarefa fácil, isso é um fato. Há aqueles que já entram no curso decididos e continuam firmes até as provas de residência. Mas fica tranquilo, você não está sozinho: muitas pessoas têm várias dúvidas na hora H!

Apesar disso, existem diversas maneiras racionais e métodos para auxiliar na escolha da especialidade. Ao aliar eles com os seus sonhos e vontades, pode ter certeza que facilitará o seu processo e vai ajudar nesse dilema que todo estudante de medicina enfrentará em algum momento.

Antes de começar, eu gostaria de salientar que não existe uma “especialidade perfeita”. Pelo CRM, são mais de 50 opções reconhecidas, então é natural que você se interesse por mais de uma. O legal é você reconhecer que há pontos positivos e negativos em qualquer especialidade, mas vamos falar disso mais a frente.

A escolha da especialidade deve ser feita em qual momento?

Como eu já disse, existem diversas especialidades, algumas que você nunca deve ter ouvido falar antes da faculdade, inclusive. Então, use a faculdade a seu favor, aproveite o curso pra explorar essas opções, viva a faculdade intensamente.

O primeiro passo é ter a mente aberta. Quando for aprender anatomia e fisiologia no básico e  clínica alguns anos depois, não chegue com noções prévias ou pré-conceitos. Quem sabe não acaba se apaixonando por aquela especialidade?

Outra dica que auxilia na escolha da especialidade é aproveitar ligas, eventos e todas atividades extra-curriculares disponíveis para explorar com maior profundidade áreas que te interessem. Quer melhorar ainda mais?

Dá uma checada nas nossas dicas de como ganhar dinheiro na faculdade de medicina e oferece seus serviços pra algum especialista dessas áreas. Você vai, com uma tacada só:

1- Aprender mais sobre a especialidade

2- Aumentar seu networking

3- Ganhar um dinheirinho

Beleza, mas até agora ainda não falei em qual momento deve ser feita a escolha da especialidade, então vamos lá. Imagine a faculdade como uma maratona, não como um tiro de 100 metros. Mantenha a constância e vá progredindo aos poucos.

Transferindo essa ideologia pra escolha da especialidade, nos primeiros anos de faculdade você deve explorar o máximo de opções possíveis. Conforme os quilômetros da faculdade forem passando, já no clínico, você vai se aproximando mais daquelas que despertem mais interesse, assumindo diretorias de ligas e indo em congressos de maior porte, por exemplo.

Quando chegar no internato, o seu foco vai ser na aprovação, então o melhor é que você já tenha ou decidido ou estabelecido opções finais. Daí, aproveita os 2 anos de mão na massa pra ter cada vez mais certeza e conquistar a sua vaga quando chegarem as provas.

Mas como deve ser feita essa escolha?

Depois de anos ponderando e pesquisando vários cenários, o mais importante é escolher algo que te faça feliz. Então, ignora quaisquer fatores e pensa “em quais especialidades eu serei uma pessoa feliz?” Só aí você já consegue dar uma boa selecionada. Mas lembra do que falei lá em cima, pra fazer esse julgamento, você precisa ter sido minimamente apresentado às especialidades.

Beleza, você já tem opções prioritárias, mas como reduzir ainda mais as opções para escolha final? 

Aqui, vão entrar algumas questões que você deve levar em consideração. Afinal de contas, a faculdade pode durar 6 anos, mas a sua carreira como especialista vai durar até a sua aposentadoria! Então pensa com carinho e decide com calma, pra tomar a melhor decisão possível.

Vamos lá, então:

1 – Não seja 100% emocional ou racional

Já falei, mas sempre bom enfatizar, o foco final é ter sucesso pessoal, que em uma definição ampla inclui a sua felicidade e o seu bem-estar. Então na hora da escolha da especialidade, é fundamental que você pense na sua felicidade.

Contudo, a racionalidade também deve participar da decisão. A medicina é uma área extensa e cheia de nuances, o médico depende de pacientes, de condições externas e até mesmo de outros médicos para poder exercer sua profissão. Tudo isso deve ser considerado, e eu vou falar sobre isso logo abaixo.

Por isso, você precisa botar o coração e o cérebro pra funcionarem juntos, essa é a melhor forma de mandar bem na escolha da especialidade.

2 – Na hora da escolha da especialidade, pense na carreira médica como um todo

Como já adiantei, o médico depende de várias relações. Por isso, é preciso levar em conta fatores como:

1 – Você dependerá muito ou pouco de outros especialistas?

2 – O estresse diário dessa especialidade é grande?

3 – Você se importa com a visibilidade que essa especialidade possui? 

Essas, dentre tantas outras ponderações, devem ser questionadas por você no momento da escolha da residência. Por exemplo, não basta apenas gostar de cardiologia, você precisa gostar de ser um médico cardiologista.

Uma dica que talvez te ajude, tenta fazer um texto ou até mesmo em tópicos uma descrição da especialidade. Não precisa economizar na tinta, escreve tudinho que vier na telha.

3 – Qual vida você quer levar?

Você é médico, mas você não é apenas médico. Essa frase fez sentido pra vocês?

A escolha da especialidade deve levar em conta a escolha do estilo de vida que você quer para o futuro. Claro, com o tempo a tendência é que você tenha mais controle sobre a sua carreira, mas até chegar lá, pode precisar abdicar de certas coisas.

Então, se você gosta dos finais de semana livre, por exemplo, talvez uma especialidade não cirúrgica te dê mais essa liberdade, se você gosta de uma rotina agitada, talvez algo ligado a emergência, e por aí vai!

Todos nós queremos aproveitar a vida sem nos tornarmos reféns da medicina, e a escolha da especialidade possui impacto, mesmo que indireto, sobre esse resultado.

4 – O dinheiro deve ser levado em conta?

Olha, claro que esse não deve ser o foco principal, até porque a tendência é que quem sinta prazer com a medicina seja mais feliz e realizado. Mas ao mesmo tempo, você tem todo o direito do mundo de ter desejos e metas pessoais que dependam de verba.

Então, o retorno financeiro deve sim ser colocado na balança, mas sempre com a ponderação que falei aí em cima, que esse não deve ser o objetivo máximo da sua decisão. Até porque, o nosso foco é que vocês sejam além da medicina e consigam ter sucesso financeiro independentemente da escolha da especialidade. Inclusive, chequem nosso guia de como conseguir isso!

5 – “Me formei e tô perdido, e agora?”

Uma das vantagens dessa profissão é que mesmo sem a especialidade, você consegue trabalhar em diversos lugares, como CTIs e clínicas da família. E não só isso, como consegue ter um renda bem considerável, ainda mais para um calouro do mercado de trabalho.

Então, se você se esforçou e na hora de marcar o X para a escolha da especialidade na prova ainda não está seguro, não tem problema. É melhor você trabalhar com calma por um ano enquanto termina o processo de decisão do que fazer uma escolha afoita.

E se você por acaso fizer a escolha afoito e se arrepender, nada impede uma mudança, Claro, vai precisar estudar se esforçar de novo, mas melhor o esforço agora que o arrependimento no futuro, então não dá mole! Se precisar de ajuda, chega junto na Mentoria Residência!

6 – Ainda tá perdido na escolha da especialidade?

Dá uma checada nesse teste vocacional aqui! Ele não vai definir a especialidade, mas vai te ajudar a ver quais delas têm um perfil mais semelhante ao seu. Use isso a seu favor e some com todas as etapas que já falei antes!

E de novo, fica tranquilo, a escolha da especialidade não é fácil!

Você não está sozinho nessa, tenha calma e foco! Pense a curto, médio e longo prazo e se veja lá na frente, feliz e realizado com a especialidade que escolheu seguir.

É isso, pessoal. Espero que eu possa ter ajudado vocês na escolha da especialidade.

Desejo sorte e sucesso nas escolhas de vocês!

Um abraço,

Eric Slawka

 

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